BANDA PINGUIM - 30 ANOS
A preservação da cultura de um povo é um dos marcos relevantes de um país, de um estado, de um município e, para preservá-la, necessário se faz, que os seus dirigentes, os seus empresários e os cidadãos, em geral, incrementem essa cultura com o melhor dos seus esforços. Diante disso e da necessidade de fomentar essa cultura e do desejo de dois jovens bem sucedidos empresários, do setor de transportes, ambos apaixonados pelo carnaval e pela cultura do Estado de Pernambuco, surge a concretização de um grande sonho, dos dois: a criação do Trio Elétrico Tropical. Inicialmente, formado pelo Grupo Som da Terra, banda composta por jovens que executavam os ritmos regionais, como: frevo, xote, xaxado, ciranda, baião, maracatu, etc., a exemplo do Quinteto Violado e da Banda de Pau e Corda, que já vinham há algum tempo, divulgando a nossa cultura, tendo como inspiração os “Mestres” Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, bem como os, não menos importantes, Nélson Ferreira, Capiba, Levino Ferreira, Edgar Morais, Luís Bandeira, entre tantos outros.
Para divulgar o projeto, os dois empresários resolvem criar, no bairro do Pina, o Tropical Show, onde a banda se apresentava, aos finais de semana. Daí para o sucesso, foi apenas um passo. Contratos, para a realizações de shows, se sucediam, uns atrás dos outros, quando o grupo foi convidado para participar do Som Brasil, programa dominical, então apresentado pelo músico, escritor e compositor, Rolando Boldrin.
As apresentações do Trio Elétrico Tropical, despertavam cada vez mais, o interesse das grandes empresas, em participarem do empreendimento, só que na forma de patrocinadores. Até que uma grande empresa do ramo de bebidas, resolve convidar os proprietários do trio, para uma reunião. Dessa conversa, surge um dos maiores projetos musicais, já existentes no estado de Pernambuco: a “Turma do Pinguim”, que recebeu esse nome, da Companhia de Cerveja Antarctica, empresa que se tornou parceira do projeto, uma vez que a marca da cervejaria, eram dois pingüins.
No ano seguinte, um convite da Produção do “Cassino do Chacrinha”, mudaria, completamente, o destino da Turma do Pingüim, que, no mesmo ano havia lançado o grande e polêmico sucesso “Balança o Saco”, que teve a sua execução, proibida, nos clubes do estado de Pernambuco. Segue a letra do “hit”:
BALANÇA O SACO
(Zé Carlos & Pitanguy)
Balança o saco, balança o saco
Balança o saco de confete e serpentina
Eu vou meter o dedo, eu vou meter o dedo
Eu vou meter o dedo nas cordas de um violão
Eu vou cair de língua, eu vou cair de língua
Eu vou cair de língua num sorvete de limão
Tá todo mundo, tá todo mundo dando
Tá todo mundo dando volta e meia, no salão
Ai, ai, ai, ai
Ai, ai, ai, ai, ai, ai ai
Em cima, em baixo
Empurra e vai...
O “Velho Guerreiro”, pseudônimo de Abelardo Barboza (Chacrinha), um grande e ilustre pernambucano que era conhecido por dar oportunidades aos grandes talentos, apresenta a Turma do Pinguim, em seu programa, que era exibido nas tardes dos sábados. Diante de tanto sucesso, o programa resolve chamar o “Pingüim”, para se apresentar em quatro sábados, consecutivos.

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